Quando você percebe que está vivendo… mas não está presente
- André Cally
- 6 de jan.
- 3 min de leitura
Introdução
Existe um estado silencioso em que muitas pessoas vivem sem perceber. Acordam, trabalham, respondem mensagens, cumprem papéis, sobrevivem. Por fora, tudo parece funcionando. Por dentro, algo está desligado.
Na psicanálise, esse estado pode ser compreendido como um transe cotidiano. Não um transe místico. Mas um transe emocional, aprendido cedo, repetido por anos.
É o automático.
O que é viver no automático
Viver no automático é viver reagindo. É repetir padrões que não foram escolhidos conscientemente. É obedecer a histórias que começaram antes mesmo de você saber quem era.
O automático surge como um mecanismo de defesa. Ele protege. Ele anestesia. Ele mantém você funcionando.
Mas ele também aprisiona.
Enquanto você repete, não precisa decidir. Enquanto você obedece padrões antigos, não precisa se responsabilizar pela própria história.
O custo?
Viver uma vida que não conversa com quem você realmente é. Chegar em lugares que não preenchem. Sentir que sempre falta algo — mesmo quando tudo parece “certo”.
A origem do transe
Eu conheço esse lugar.
Nasci em 21 de junho de 1984, em São Caetano do Sul, e cresci em uma comunidade periférica da zona leste de São Paulo. Vivi uma infância marcada por escassez, medo e instabilidade emocional.
Filho de um pai alcoolista, cresci em um lar disfuncional, cercado por conflitos, ausências e insegurança. Houve momentos em que não havia leite em casa. Minha mãe, com amor extremo e poucos recursos, improvisava como podia.
Lembro de uma mamadeira com café com leite, muito doce. Anos depois descobri que aquele doce vinha de leite condensado encontrado no lixo. Era o que havia.
Ainda criança, convivi com perdas familiares para o crime e passei a frequentar presídios em visitas a tios encarcerados. Violência, exclusão social e ausência de referências seguras faziam parte do cotidiano.
Há uma cena que ficou gravada no meu coração. Quando meu irmão nasceu, me lembro do meu pai feliz, orgulhoso, celebrando a vida. Naquele momento, uma pessoa da família comentou, quase como uma sentença:
“Nasceu mais um bandido.”
Eu era apenas uma criança, mas aquela frase atravessou minha alma. Ali eu entendi, mesmo sem saber explicar, como rótulos, julgamentos e expectativas negativas começam a construir o transe muito antes da consciência existir.
Tudo isso poderia ter moldado um destino de repetição. Mas provocou o oposto.
Dentro de mim nasceu uma decisão silenciosa:
“Eu não vou repetir essa história.”
Sobrevivência não é viver
Durante muito tempo, sem perceber, eu também vivi no automático. O automático da sobrevivência. O automático do “aguenta”, do “não sente”, do “segue em frente”.
Quando crescemos em ambientes instáveis, aprendemos cedo a desligar emoções para continuar vivos. O problema é que o corpo cresce. Mas a alma permanece anestesiada.
E um dia, mesmo com resultados, algo começa a incomodar.
Esse incômodo não é fraqueza. É consciência tentando acordar.
O momento do despertar
Sair do automático exige consciência. E consciência dói.
Porque quando você acorda, percebe que muitas decisões da sua vida não nasceram de você. Nasceram das dores, medos e ausências que um dia foram necessárias para sobreviver.
Eu precisei me fazer uma pergunta profunda:
“Quem eu me tornei para sobreviver… e quem eu realmente sou?”
Foi nesse ponto que o propósito começou a se revelar. Não como cargo. Não como status. Mas como direção interna.
Propósito não é algo que você encontra fora. É algo que você lembra.
E você?
Agora eu te pergunto, com respeito e verdade:
Você já pensou no seu propósito hoje?
Não de forma superficial. Não como uma frase bonita.
Mas profundamente.
Você sabe, de verdade, qual é o seu propósito?
Ou está apenas repetindo dias, relações e escolhas que mantêm você funcionando — mas não vivendo?
Se você chegou até aqui, não foi por acaso. Consciência chama consciência.
Hoje é a sua vez de acessar O Segredo de Ser Feliz
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Um caminho para:
Encontrar o seu propósito de vida
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A decisão começa agora
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